Matéria publicada em 21/06/2012 | A8 BELÉM | DIÁRIO DO PARÁ
FOTOS: DANIEL PINTO
TEXTO: GERLLANY AMORIM
Desde o dia 03 de maio maquetes da coleção “A Era do Ferro no Pará”, eram encartadas todas as quintas-feiras na edição do Diário do Pará. O Mercado de Peixe é o último dos monumentos e será encartado em três pranchas.
Dona Maria de Nazaré já está com seus 61 anos de idade e há 25 trabalha tendo o Mercado de Peixe do Ver-O-Peso como cenário bem em frente da sua barraquinha de variedades. Mesmo com tanta familiaridade com o local, pouco sabe sobre sua história. Apesar disso, bastou que a informássemos sobre a homenagem que o DIÁRIO DO PARÁ estaria trazendo ao monumento, para que ela esbanjasse elogios ao lugar. "Tenho orgulho de trabalhar aqui, um lugar conhecido no mundo inteiro. As pessoas falam, mas qual lugar não tem seus defeitos? Eu acho aqui tudo muito lindo sem falar que é de onde tiro meu sustento", disse dona Maria enquanto desarmava sua barraca após mais um dia de trabalho.
Na edição de hoje, o Diário encarta uma de três peças da maquete do Mercado de Peixe do Ver-O-Peso. O projeto faz parte da iniciativa “A Era do Ferro no Pará” que visa difundir a história da cidade e seu rico patrimônio arquitetônico como forma de conscientização da sociedade. O Mercado de Peixe é o último dos monumentos da coleção e será encartado pelas próximas três semanas, todas as quintas-feiras.
O que passa aos olhos de dona Maria todos os dias, é um gigantesco monumento centenário, de 31m de fachada, lateral de 67m e 11m de altura. Figura imponente às margens da baía. Uma arquitetura clássica, com suas quatro famosas torres ponteagudas que remetem a ideia de um castelo. O Mercado de Peixe foi o primeiro feito totalmente de ferro erguido em Belém. Inaugurado em 1o de dezembro de 1901 pelo intendente Antonio Lemos, o monumento foi beneficiado de investimentos promovidos pelo rico comércio da borracha, onde os mercados públicos sofreram melhorias sanitárias e receberam novas instalações com as mais recentes tecnologias de construção da época, estruturas pré-moldadas de ferro fundido.
Seu Antonio Freitas é o dono do bar que funciona nas instalações do Mercado de Ferro. Ali muitas conversas se alongaram antes e depois da venda do pescado. Há 16 anos seu Antonio acompanha a rotina dos trabalhadores, vendo o dia amanhecer com eles às 4 da manhã todos os dias.
O Mercado de Peixe foi construído pelos engenheiros Bento Miranda e Raymundo Vianna que, mediante contrato com o governo municipal. Dali em diante exploraram-no comercialmente por vinte anos. Sua procedência é um mistério, já que não há qualquer registro que ateste sua origem. Mas não há dúvidas de que tenha sido importado dos EUA ou Europa, já que o Brasil não dispunha de uma indústria siderúrgica capaz de produzir um prédio de tais proporções.
Rica por conservar no presente, testemunhas de um passado de deslumbrantes construções autênticas, Belém retrata a história através de seus conjuntos arquitetônicos de um período colonial. E é sobre essa arquitetura que o Diário presenteia os leitores com mais uma maquete da coleção “A Era do Ferro no Pará”. O bar de Seu Antonio poderá ser montado por ele mesmo na maquete, e se quiser, Dona Maria poderá levar o monumento de que tanto estima para apreciar na estante de casa.
COLEÇÃO
A coleção a Era do Ferro tem patrocínio da Vale e apoio do Museu da Universidade Federal do Pará (Mufpa). Ao todo, 9 prédios foram retratados em 12 lâminas. As maquetes apresentam proporções ligadas às dimensões reais de cada prédio, são coloridas e confeccionadas em papel especial. Ao abrir o jornal, o leitor encontra um esquema de montagem seguido de texto de instrução. As faces do prédio estarão abertas. O leitor terá que recortar, dobrar, montar e colar. Depois disso, ele terá uma réplica da arquitetura original em casa. No Diário Online, o internauta também poderá acompanhar o projeto. Basta acessar a página do DOL e clicar no link do hotsite “A Era do Ferro” para acompanhar vídeos e informações de cada maquete.
Confira as maquetes que fizeram parte da Coleção:
03/05 Gasômetro.10/05 Mercado de Carne (duas edições)
17/05 Relógio do Ver-o-Peso.
24/05 Coreto da Praça da República.
31/05 Caixa d’água de São Braz.
07/05 Farol de Salinas.
14/06 Chalé da UFPA.
HOJE - 21/06 Mercado de Peixe (que será encartado em três edições)





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