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30 agosto 2012

GREVE: Psm's têm pouca procura


Matéria para o DIÁRIO DO PARÁ em 16/12/2012 
FOTOS: ALEX RIBEIRO

TEXTO: GERLLANY AMORIM

Quando pensamos nos pronto-socorros de Belém, imagina-se imediatamente caos, superlotação e falta de leitos. O problema deveria agravar ainda mais com a paralisação de parte dos servidores do hospital, que deflagraram greve há cerca de uma semana. Mas na tarde do último sábado (16), a realidade do PSM Mário Pinotti (14 de março) era bem diferente. Corredores e leitos vazios, macas sobrando e poucos atendimentos.

A triagem era feita para dar prioridade aos casos mais graves e com risco de morte, mas mesmo assim a procura parecia bem menor que a de costume. “Vemos claramente que isso não é normal, esses corredores são famosos por estar sempre lotados de pacientes a espera de atendimento”, disse uma funcionária que não quis se identificar.

“A prefeitura divulga que o atendimento está normal e a greve não está interferindo, mas todo mundo está vendo que isso não é normal. E se está vazio aqui, os pacientes estão indo pra algum lugar e inchando os outros postos de saúde”, disse Rosana Rocha, servidora que está a frente do comando de greve.

O que se entende é que a repercussão da greve fez com que muitos pacientes acabassem desistindo de ir até o hospital com receio de não conseguir atendimento, ou mesmo se dirigindo até os outros PSM’s da cidade. Na Unidade de Saúde da Marambaia, por exemplo, os funcionários informaram que aumentou consideravelmente a demanda de atendimentos durante a semana.

FORÇA
A greve que já completa uma semana continua com força até que sejam atendidas as reivindicações dos servidores. Pelo menos é o que afirma Rosana Rocha. “Estamos acampados há uma semana aqui na frente e temos força para ficar mais uma se for preciso”, garantiu.

Na noite de sexta-feira (15) a Associação dos Servidores do PSM da 14 se reuniu com a direção do hospital e em Assembleia decidiram permanecer paralisados. “Na reunião, apresentamos uma relação de necessidades especificamente do PSM da 14 e também das outras unidades. Nossa prioridade é que não haja retaliação (faltas descontadas) por parte da prefeitura sobre nosso ato, depois, cobramos melhorias nas condições de trabalho e a devolução de nossos benefícios por direito”, explicou Rosana Rocha. A Associação pediu o comprometimento da diretoria para que faça o desdobramento da pauta de reivindicações e que leve para a Secretária de Saúde.

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