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14 dezembro 2013

Casarão histórico desabou no centro de Belém

GERLLANY AMORIM para o DIÁRIO DO PARÁ em 09/12/2013

O trânsito está complicado na estreita Rua Carlos Gomes, bairro da Campina, bem no centro comercial de Belém. Uma montanha de entulhos ocupa metade da via, enquanto do outro lado carros interditam praticamente outra metade, estacionados. Os entulhos são restos de um casarão histórico, um dos monumentos característicos dessa área da cidade, que desabou na noite do último sábado, 7. O único morador, um catador que habitava o casarão por não ter maiores condições, não foi prejudicado graças a um pequeno cômodo com cerca de 9m², que construiu aos fundos, por segurança. No momento da ida de nossa equipe ao local, o homem não estava, mas os vizinhos contaram que ele continua habitando o lugar e foi alertado pelos amigos para que não saísse do seu quartinho no momento do desabamento. Foi então que chamaram os bombeiros.
O sociólogo e antiquário, Alcindo Fernandes, mora nas proximidades do casarão desde a infância, ao ver nossa equipe chegar ao local, logo se aproximou para deixar seu lamento pelo ocorrido. “É uma pena, sempre observei esse casarão, e penso e patrimônio histórico tem que ser conservado. Devemos manter viva a memória cuidando dos nossos monumentos, mas não foi feito, por isso aconteceu isso. Casa nenhuma cai sozinha. Só cai quando o dono abandona!”, lamentou. Outro morador próximo, que não quis se identificar, também demonstrou revolta pela situação do imóvel. “Patrimônio tem que ser respeitado! Isso pra mim foi puro descaso”, disse e seguiu andando apressado, resmungando inconformado com a situação, mas não deixou de fazer o desabafo.
Ainda ontem à tarde, o casarão permanecia do jeito que ficou quando desabou, atrapalhando quem transitava por ali. Nem mais a calçada podia ser vista por conta de tanto entulho espalhado. Um ônibus coletivo teve que fazer “malabarismo” para passar entre os entulhos e uma carreta estacionada. Metade das rodas passou em cima dos escombros e o ônibus ficou bastante inclinado.

O DIÁRIO entrou em contato com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, pois a informação é que o casarão seria tombado pelo instituto. A assessoria confirmou o fato e informou que vai mandar nota para explicar o que será feito a partir de agora. A Defesa Civil também foi procurada, mas até o fechamento dessa edição, não conseguimos o contato por telefone.

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