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19 fevereiro 2014

Cesta básica voltou a ficar mais cara no Pará

GERLLANY AMORIM para o DIÁRIO DO PARÁ, edição de 06/12/2013.

Até a auxiliar administrativa, Raimunda Vasconcelos, que não costuma colocar toda a lista de supermercado ‘na ponta do lápis’, sentiu o peso no bolso na hora de comprar. “Eu geralmente não reparo muito, mas numa impressão geral assim, no arroz, feijão, ‘tá’ bem mais alto mesmo!”, disse a consumidora que estava junto das duas irmãs já garantindo as compras do Natal, num Supermercado da Duque. Já a dona Maria Zolema, secretaria de Pastoral, nem pestanejou: “Achei um absurdo! Principalmente nos itens básicos (arroz, feijão, açúcar) eles sobem muito os preços nessa época. Mas a gente já até espera, né? É praxe. Acho que eles pensam no nosso décimo terceiro”, reclamou.
E a impressão das consumidoras foi confirmada através de uma pesquisa feita pelo DIEESE, que mostrou que o valor em dinheiro dedicado à cesta básica vai pesar mais do que o ano passado no bolso do consumidor paraense. No mês passado, o preço da alimentação básica voltou a ficar mais caro, com alta de 0,97% em relação ao mês de outubro. Em novembro, o custo da Cesta Básica para um trabalhador paraense foi de R$ 296,05 comprometendo na sua aquisição 47,46% do salário mínimo de R$ 678,00. Das 18 Capitais pesquisadas, 15 apresentaram altas.

Altas e baixas - Os alimentos que compuseram a lista dos maiores aumentos, segundo o DIEESE, foram: Tomate com alta de 8,67%, seguido do Leite com alta de 1,51%; a Manteiga com alta de 1,13%, seguido pela Farinha de Mandioca com alta de 0,81% e o Açúcar com alta de 0,78%. Ainda no mesmo período, os produtos que apresentaram as maiores quedas foram: Óleo de Cozinha com recuo de 1,87%; seguido do Feijão com recuo de 1,37% e da Banana com recuo de 0,80%. Essa alta resultou no custo da Cesta Básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, de aproximadamente R$ 888,15 sendo necessários, portanto cerca de 1,3 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família somente com alimentação. Desse modo, a pesquisa mostra que para comprar os 12 itens básicos da Cesta, o trabalhador paraense comprometeu 47,46% do Salário Mínimo de R$ 678,00 em vigor desde 01/01/2013, e teve que trabalhar 96 horas e 4 minutos das 220 horas previstas em Lei.

2013
O Balanço efetuado pelo DIEESE/PA, sobre a trajetória do preço da Alimentação Básica dos paraenses durante todo o ano (janeiro a novembro), mostra alta acumulada de 9,01%. A inflação estimada para o mesmo período não deve ultrapassar os 5%. A maioria dos produtos apresentaram altas de preços, alguns bem acima da inflação, as mais expressivas foram: Banana com alta de 48,80%, seguida do Leite com alta de 28,63%; da Farinha de Mandioca com alta de 12,23% e do Pão com alta de preço acumulada no período de 8,25%. Bem como no mesmo período, alguns produtos da Cesta Básica apresentaram recuos de preços, os mais expressivos foram: Óleo de Cozinha com queda de 17,75%, seguido do Arroz com queda de 12,55% e do Açúcar com queda de 6,88%. Resultando no balanço sobre a trajetória dos últimos 12 meses (Dez/12-Nov/13) mostrando reajuste acumulado no preço da Cesta Básica de 9,56%.

Ranking - No mês de novembro deste ano, das 18 Capitais pesquisadas pelo DIEESE, Porto Alegre foi quem apresentou o maior valor da Alimentação Básica com R$ 328,72; seguida de São Paulo com R$ 325,56 e de Vitória com R$ 321,41.  Belém com o valor da Cesta em R$ 296,05 foi a 9ª capital do país com o maior custo de alimentação básica. Em termos de variação positiva, no mês de novembro/2013 o maior reajuste foi verificado em Fortaleza com alta de 3,47%, seguida de Florianópolis e Belo Horizonte, ambos com alta de 2,67% e de Vitória com alta de 2,43%.

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